quinta-feira, 24 de maio de 2012

As chances do Palmeiras



O Palmeiras, apesar das turbulências, conseguiu cumprir muito bem sua missão até agora na Copa do Brasil. Chegamos a semifinal e agora provavelmente a coisa se afunilará e enfrentaremos adversários de tradição. Diferente de nas últimas edições, despachamos todos os times de menos tradição que cruzaram nosso caminho e sem sofrimento, que é um bom sinal. Se o Palmeiras teve problemas durante o ano, o Grêmio também teve assim como o São Paulo está tendo. Lembrando que a final do Gaúcho desse ano foi entre Inter e Caxias e o São Paulo pega o Coritiba agora com as calças na mão.
O time do Palmeiras não é ruim, creio até mesmo que seja o melhor dos últimos três anos. Em minha opinião o grande problema do Palmeiras, e isso não já há algum tempo, é a dupla de volantes. Márcio Araújo e João Vitor são muito limitados com as bolas nos pés, chutam mal, são baixos e falham na marcação. Isso atrapalha o Palmeiras na cobertura da zaga e na transição de bola da zaga ao ataque. Creio que se o Palmeiras tivesse uma dupla de volantes mais capacitada poderíamos dizer que o Palmeiras tem um bom time. Creio também que as recentes declarações do Felipão não irão atrapalhar em nada, ele não disse nada além do óbvio. Independente disso é evidente que um título em sua despedida seria a chance de recuperar sua passagem, para o técnico é a oportunidade de calar aqueles que dizem que ele já era e para o time a chance de mostrar que tem valor e salvar o ano.
Nosso próximo adversário deve ser o Grêmio, um jogo que trás em ambas torcidas uma lembrança muito forte daquela quartas de finais de Libertadores 95, que fomos eliminados depois de um 5 x 0 para o Grêmio em Porto Alegre e um 5 x 1 para o Palmeiras no Palestra Itália. Naquela época Luxemburgo era técnico do Palmeiras e Felipão do Grêmio. Eu nunca me esquecerei desse confronto. A situação dos dois times agora é muito diferente, a competição é outra e Palmeiras e Grêmio já não são os protagonistas do futebol nacional, mas é curioso ser os mesmo técnicos daquele ano, só que dessa vez defendendo clubes diferentes. Outro ingrediente é que "Judas" pode jogar sua primeira decisão contra o Palmeiras depois da traição. Dois desafetos de Felipão no time que é de seu coração. Valdivia, que vem jogando bem, estará de fora na primeira partida por ter tomado o terceiro amarelo, fará falta mais uma vez, mas a despeito disso tenho confiança que o Palmeiras leva essa.
Do outro lado o São Paulo pega o Coritiba e tenho minhas dúvidas se o São Paulo aguentará o tranco. Se o São Paulo passar e o Palmeiras passar será uma final do cão. O Palmeiras costuma dar azar contra o São Paulo, mas na última decisão que tivemos contra elas, vencemos, no Paulista de 2008. No último jogo o Palmeiras poderia ter ganhado no Morumbi, mas para variar não soube segurar o resultado positivo.
Quem sabe um título como esse, em cima de adversários como esse, não reascendam a alma de um Palmeiras forte e não seja a fagulha que precisamos para novos tempos. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O fim de um "mito"!

Creio eu que nenhum Palmeirense gostaria que fosse assim, pelo contrário, a expectativa quando foi anunciado que Luis Felipe Scolari seria o novo treinador do Palmeiras reascendeu a esperança, mesmo durante uma temporada ruim como foi a de 2010.

Talvez nós sejamos culpados. Mitificamos em demasia um treinador por uma conquista inesquecível, a imagem daquele Palmeiras não é como do time magnífico de 93/94, mas de um time raçudo, que eliminou numa só Libertadores, Corinthians, Vasco e River. Lógico que Luis Felipe Scolari tem esse mérito e a história recente não pode tirar, mas era uma situação diferente, com um elenco diferente em um período em que o Palmeiras havia acostumado com a vitória. Foi culpa nossa também não ter enxergado que os tempos são outros e uma só pessoa, por mais virtuosa que seja, não traria de volta o passado e que o preço pago por tudo isso era fora na realidade do Palmeiras e do futebol brasileiro.

O que vi sábado no Pacaembu foi um homem cansado a beira do gramado, sósia de si mesmo, que vive sobre o rótulo eterno de Penta Campeão, e uma torcida exausta de ano após ano ver o time fracassar. É certo que essa situação é difícil para ambos, torcida e treinador, pois ambos são apegados ás convicções de um passado vitorioso: Felipão ainda acha que aquela sua tática de marcar um gol e segurar o resultado ainda funciona e a torcida ainda acha que jogos contra times pequenos deveriam ser fáceis para o Palmeiras. É discrepante a realidade de um time com o técnico mais caro do Brasil e com um dos elencos mais pobres. Quem é o jogador do Palmeiras hoje que poderia render um bom dinheiro?

Parece-me que nós torcedores já caímos nessa realidade e o técnico também. Um já está fazendo mal ao outro. A imagem mítica de Felipão já foi para o espaço e o treinador conta os dias para terminar seu contrato e tentar reviver seu sucesso em outro clube ou seleção. O que impede que o vínculo se encerre agora é a esperança de ainda conseguir algo que traga um pequeno alívio para essa passagem péssima que está tendo Felipão pelo Palmeiras. Mas no fundo, no fundo, creio que ambos já não ostentam segurança que isso vá ocorrer. Para nós torcedores resta torcer, mesmo cientes que o ano de 2012 provavelmente será uma repetição de 2011. Para Felipão resta a última chance de ganhar um título e tentar se desvencilhar um pouco do fracasso que o Palmeiras impregna. E para o presidente Tirone resta comemorar o título do Chelsea que ele acompanhou in loco, custeado pela "parceira" rede Globo àqueles que seguem a risca sua cartilha de subserviência. 

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Por que sempre contra nós?

Quarta-feira, dia 16 de maio de 2012. No Paraná jogam Palmeiras x Atlético Paranaense e no Rio de Janeiro Corinthians x Vasco. Ambos os times paulistas disputam vagas no mata-mata fora de casa e apesar de campeonatos distintos, quem apita são árbitros brasileiros. No jogo do Palmeiras em 4 situações duvidosas, 3 o árbitro decidiu contra o Palmeiras. No jogo do Corinthians em uma situação duvidosa o árbitro não teve dúvida e decidiu a favor do Corinthians. Mas porque isso? Será que há uma conspiração no futebol para prejudicar o Palmeiras e favorecer o Corinthians? Eu não creio nisso de verdade, eu apenas acho que hoje a força de bastidores do Palmeiras equivale a de qualquer time do interior.

O árbitro

O árbitro de futebol, tal qual a qualquer trabalhador comum, depende de relacionamento para se dar bem ou não em sua profissão. Vale lembrar que um árbitro não é um profissional assalariado das federações, ele ganha por partida apitada e esse valor depende se sua patente. Por exemplo, um árbitro FIFA chega ganhar R$3000,00 por jogo, já um árbitro básico R$2000,00, que não é pouco e pode servir como renda exclusiva ou principal renda desses caras. Consideremos que para galgar melhores posições ou ser mais sorteado para apitar jogos o fulano precisa ser bem quisto pela sua chefia, que consequentemente quer ser bem quista com quem banca o futebol. Mesmo em uma situação que não há a compra em si do resultado, um lance duvidoso, por exemplo, uma bola na mão dentro da área do zagueiro do Corinthians contra o Goiás, o próprio árbitro não tem certeza se houve ou não a intenção, mas se ele der o pênalti com certeza o Caio, Casagrande, Cleber Machado e Arnaldo Cezar Coelho vão o contestar e mais provavelmente ainda seu nome será meio que esquecido para próximos jogos e ele perderá sua renda, já no caso de mandar seguir o jogo, um comentarista ou outro pode até questionar, mas sempre sob a tese que o árbitro tem poucos segundos para decidir e que é um erro perdoável, em pouco tempo o lance será esquecido, sua chefia ficará satisfeita com a falta de repercussão negativa e ele continuará sua carreira normalmente.

Notem que não foi um roubo premeditado, mas mesmo assim, na dúvida ele prefere prejudicar quem menos pode lhe prejudicar. A carreira de muitos juízes foi construída assim, porque para quem paga o futebol é sempre melhor que seus melhores produtos prosperem – e isso não é segredo. Quem apitou a final do Campeonato Carioca desse ano? Quem foi à Copa do Mundo por três vezes consecutivas como árbitro? Pegue a carreia desses dois árbitros citados e veja que em divididas sua balança sempre tendeu ao lado mais forte. E nas empresas por aí a coisa é diferente?

Os bastidores

Como eu disse no meu último texto o Felipão tem participação em todos maus resultados dentro de campo, mas se há uma coisa que ele tem razão é quando reclama da omissão da diretoria palmeirense nos bastidores. Essa diretoria é sem dúvidas e disparada a mais insossa e subserviente de toda história. Mas há de se fazer justiça de não atribuir todo enfraquecimento de bastidores à gestão Tirone, pois o Palmeiras há tempos vem perdendo força e hoje praticamente não há mais poder algum.

Jamais o Palmeiras teve grande poder de bastidores, pelo menos pelo que eu me lembre. Não é mania de perseguição, mas dos três grandes de São Paulo o Judas que a imprensa sempre gostou de malhar foi o Palmeiras. O Corinthians é um time popular e ferramenta política importante para aqueles que usam esse apelo para adquirir mais poder, o São Paulo sempre teve em sua diretoria políticos e empresários influentes no governo e na mídia. O Palmeiras também possui alguns sujeitos influentes, mas a grande maioria ou pelo menos quem comanda, são pessoas bem sucedidas, mas pouco influentes. Juntando a isso há mais três agravantes: O Palmeiras deve muito e acaba tendo de submeter ao comando da CBF e rede Globo; a administração do clube na última década é péssima, atrapalhada e o time em campo não consegue resultados que justifiquem pleitear mais espaço; não surgiu em todo esse tempo uma liderança respeitosa que se faça ser ouvida.

Percebam que há tempos não vemos um presidente palmeirense tendo posições claras referentes a assuntos que envolvem o futebol. Na administração Tirone a imprensa nem consulta mais a diretoria do Palmeiras quando se trata de opinião a cerca de cotas televisivas, liga independente, Clube dos 13, entre outros, pois sempre que consulta não há convicção, não há posição, tudo é vamos ver..., temos de esperar... a posição do Palmeiras é aguardar... e assim vai. Se imagine como chefe de arbitragem, você se preocuparia se o Tirone dissesse que vai entrar com uma reclamação formal? E o Juvenal Juvêncio?

 A solução

Esse é um problema muito grave que o Palmeiras enfrenta e ele é decorrente de outros problemas piores, mas existe solução em médio prazo se houver competência política – aí fudeu..rs. Primeiramente o Palmeiras tem que voltar conquistar títulos e montar bons times, meio que a fórcipes isso irá forçar a mídia noticiar mais o Palmeiras e os erros contra o time ficarão mais evidentes também. Haverá mais receio de apitar contra o Palmeiras, vide o Santos hoje. Em segundo lugar o Palmeiras tem que se posicionar a cerca das coisas, emitir opiniões convictas a cerca dos assuntos que cercam o futebol e tentar influenciar os outros times grandes que assim como o Palmeiras também se sentem preteridos por quem comanda o futebol. Lembrando que pela história o Palmeiras tem credencial para liderar outros clubes. Como eu disse em outra oportunidade, um inimigo pode até ganhar respeito, mas um subserviente jamais. E em terceiro lugar o Palmeiras precisa buscar urgentemente diminuir suas dividas e dependência das receitas de TV. Para tomar posições independentes é vital que o time não seja subjulgado por ameaças financeiras e o Palmeiras têm recursos para buscar, afinal, são milhões de torcedores fanáticos por todo Brasil que ainda amam esse time.

Divida

Ontem saiu no Uol uma matéria sobre o aumento das dívidas dos clubes - http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2012/05/16/deslumbrados-por-dinheiro-da-globo-clubes-brasileiros-contraem-divida-recorde-em-2011.htm. Fiquei muito impressionado com a dívida do Palmeiras, não só pelo número, mas pelo tanto que ela cresceu nos últimos tempos. Nessa aí temos de dar os devidos "créditos" ao Belluzzo. Puta merda, botei uma baita fé no cara, achava realmente que ele ajustaria as coisas no Palmeiras ou pelo menos deixaria uma herança melhor do que a que ele recebeu, mas o Palmeiras durante sua gestão se aprofundou em dívidas e não me venham com papo que ele melhorou as receitas ou que ele também foi prejudicado por uma herança, pois esses números são racionalmente inexplicáveis. O Tirone é o pior presidente da história do Palmeiras, mas hoje tenho dúvidas de quem foi o segundo pior, pois a última gestão fez cagadas homéricas e passou uma batata quente para frente difícil de segurar. A impressão que eu tenho é que o Belluzzo se perdeu pela autocobrança, ele sabia da esperança que a torcida botava nele e se sentiu pressionado pelo compromisso de em dois anos ser o melhor presidente do Palmeiras. Não o absolvo, mas me parece que não foi de má intenção, fato é que as dívidas absorvidas com contratações malucas, com altos salários de jogadores imprestáveis, contratos mal formulados com técnicos caros, recisão antecipada de contrato de patrocínio, delegação de função para diretores incompetentes e não cumprimento de inúmeros compromissos financeiros, afundaram a credibilidade do Palmeiras e comprometeram as receitas futuras. O mandato Belluzzo financeiramente foi o pior de todos e nem mesmo os avanços políticos que o Palmeiras precisava ter tido e que eram de seu compromisso, foram feitos. Acho justo e prudente que nós palmeirenses não associados ao clube e excluídos das decisões políticas cobremos de todas alas palmeirenses suas responsabilidades, acho perigoso quando ao atacar um lado absolvamos o outro, em caso como do Palmeiras e do Brasil, por vezes todas as vias estão erradas. Não adianta agora os ex-aliados do Belluzzo virem pagar de progressistas e inocentes pois eles também tem seu belo quinhão de culpa. Acho que um bom caminho para eles retomarem a confiança da torcida e o apoio para voltar ao comando no Palmeiras é admitir também seus erros, propor soluções e não ficar só agitando e tentando jogar a peba para o outro.

Agora é correr atrás do prejuízo, aumentar as receitas e diminuir as despesas. O Palmeiras ainda tem muito que explorar em termos de marketing e até mesmo na formação de jogadores. Lembrando que há pouco tempo era o Corinthians e o Santos que estavam nessa situação e ambos reagiram e hoje, apesar de também terem crescido suas despesas, suas receitas aumentaram em maior proporcionalidade. E porque o Palmeiras não pode? Cadê a porra do Avante que disseram que iam reformular e até agora não saiu do discurso? Cadê as lojas do Palmeiras, que daqui a pouco até a Portuguesa vai ter e o Palmeiras batendo cabeça? Cadê as ações com os torcedores de outras cidades e outros Estados? Não basta levar o Marcos para lá e para cá, tem que levar a oportunidade de eles participarem na vida do time.

Revolta a parte

O Palmeiras jogou bem contra o Atlético e poderia ter virado para 3 x 2, aí mataria a classificação. Mas 2 x 2 foi um puta resultado e se não acontecer nenhum desastre, já estamos na semifinal. Ganhar uma Copa do Brasil em cima dos bambis mudaria completamente o astral do time e entraríamos no Brasileirão bem mais tranquilos e quem sabe o pêndulo não mude um pouco de lado. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Só ele não tem do que reclamar!

Peço desculpa aos amigos por essa ausência temporária, mas na última semana não tive tempo para escrever em virtude de uma feira que estava participando, evento esse que também me impediu de assistir o jogo Palmeiras x Paraná.

O placar de 4 x 0 causa a quem não assistiu uma expectativa que o time tenha jogado bem, mesmo tendo enfrentado um adversário de 3ª divisão que precisava da vitória fora de casa. Os dois gols marcado pelo atacante Mazinho, que já tinha feito um bom primeiro tempo no jogo de ida, também causa boa expectativa, mas palmeirense calejado que somos, preferimos aguardar um pouco mais para sentenciar o jogador como bom reforço. Creio que todo palmeirense, independente desta goleada ou mesmo se essa fosse ainda maior – tipo 10 x 0 – ainda tem dúvidas sobre até onde esse time é capaz de chegar, mas mesmo sob todos esses "porens" que cercam essa classificação, nosso técnico sentiu que era o momento certo de "desabafar", ou melhor, tirar o seu cu da reta! Talvez se todo esse desabafo fosse feito após um título ou após um jogo contra um grande adversário, poderíamos dar um crédito por ter aquele efeito "chupa", mas depois de um jogo contra o Paraná!!? Por que isso tudo não foi dito após a derrota para o Guarani?

Concordo com o treinador quando ele diz que a diretoria não tem hombridade, que foge da responsabilidade sobre as contratações medíocres e acrescento mais umas 100 críticas que o treinador esqueceu de fazer, mas de maneira nenhuma aceito que Luis Felipe Scolari fuja de sua parcela de culpa, alias, se essa diretoria tivesse essa hombridade que ele cobrou, talvez não teríamos um técnico que ganha R$700 mil mensais para conseguir o mesmo que qualquer técnico da base conseguiria.

Mais uma vez faço a ressalva, não estou tentando absolver a diretoria, nós torcedores teríamos o direito de xingar qualquer um de dentro do Palmeiras - situação, oposição, situação-oposição ou oposição-situação -  de filho da puta na cara larga, pois em nenhuma vez tivemos nossas revindicações atendidas e não lucramos e nem temos intenção de lucrar nada com o Palmeiras, mas o Felipão não, pois tudo que ele quis e que esteve dentro das possibilidades da diretoria ela fez e é no mínimo uma covardia após uma vitória contra o Paraná o treinador vir na imprensa descarregar e tentar livrar sua imagem. Ano passado o treinador usou o mesmo artifício para livrar sua cara, disse que o Palmeiras precisava de camarões, lembram? Começou o ano e a diretoria trouxe com seu aval Wesley, Barcos, Juninho, Artur, Roman e Daniel Carvalho. Qual era o discurso do Felipão no início do ano, quando ainda o Palmeiras parecia estar bem?

- Esse ano a diretoria me deu as peças que pedi, portanto agora se algo não ocorrer bem, não é mais culpa da diretoria.

O que mudou Sr. Felipão? Por que não assume que esse elenco que está aí foi montado ao seu gosto e que além disso o senhor dispensou o Pierre o Wendel para apostar em Chico e João Vitor. Não estou dizendo que ambos são ótimos jogadores, mas são no mínimo iguais aos que temos hoje com a diferença que gostam do Palmeiras. Na dividida com o Kleber, uma das contratações mais caras que o Palmeiras fez nos últimos tempos, a diretoria comprou a briga do Felipão; na dividida entre Sérgio Prado e Galeano, mais uma vez a palavra do treinador fez a diferença; na compra absurda de Luan, Felipão fez biquinho e a diretoria investiu; a vinda de Ricardo Bueno também foi uma exigência do treinador que não queria mais o Pierre, ou seja, durante toda a era Tirone, Felipão teve carta branca para tudo.

Aí vem alguém e diz: Mas ele pediu outros jogadores e aceitou o que o Palmeiras poderia comprar. Pois bem, me fala um time nesse caralho de país, tirando o Fluminense, que contrata quem o treinador precisa! Ele pediu o Borges e o Thiago Ribeiro – tá fácil né! Agora me explica, se ele quer o Borges, porque ele aceitou esse traste desse Betinho? Para contratar um centroavante que fez UM gol no campeonato paulista, porque não puxa um moleque da base e vê o que dá. Mas para nosso treinador a base do Palmeiras é imprestável, vale mais a base do Mogi Mirim ou do Oeste talvez.

Luis Felipe Scolari teve uma ótima passagem pelo Palmeiras e talvez tenha conquistado o título mais importante de nossa história, mas se perdeu nessa passagem e está desesperado para que o fracasso do Palmeiras não fique grudado a sua imagem.      

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Eu quero Tchu, eu quero Tcha!

Uma cena simbólica ocorreu no futebol espanhol esse fim de semana. O brasileiro Daniel Alves comemorou o quinto gol do Barcelona contra o Rayo Vallecano, com a estúpida dancinha do "Quero Tchu, Quero Tcha". Ao contrário do que ocorre no Brasil, onde uma porção de comentaristas alimentam esse tipo de atitude, sob o argumento imbecil que futebol é diversão ou que isso faz parte do "futebol moleque" brasileiro, no time do Barcelona a comemoração pegou mal e foi repreendida pelo zagueiro e líder do time Puyol e pelo técnico Guardiola. Daniel Alves guardou essa comemoração especial justamente após o Barcelona sofrer dois grandes reveses em seu ano – eliminação na Champions e uma derrota para o Real Madri – além do anúncio que o técnico Pepe Guardiola estaria deixando o clube após o término do seu vínculo. Por baixo de toda fumaça de exaltações que cobriram o Barcelona, que em diversas vezes saia do campo do elogio e partia para o terreno da bajulação barata, há sim grandes qualidades nesse Barcelona e a principal dela, em minha opinião, é manter jogadores e técnico com identificação pelo clube. A comemoração de Daniel Alves, além de desrespeitosa contra um time imensamente inferior, destoa da tristeza dos principais atletas durante a semana com a saída de seu treinador. O jogador de imediato se desculpou pelo ocorrido, até porque o Barcelona é muito para ele e não ao contrário.
Aqui no Brasil as dancinhas e gracejos em comemorações de gols viraram febre, principalmente quando feitas pelo pupilo-mor de nossa imprensa o Neymar. Não há dúvidas que o Neymar é craque, alias, o único craque em atividade por aqui, pois sujeitos como Ganso e Lucas nada mais são do que bons jogadores com um trabalho de marketing muito intenso para que sejam vendidos como craques. Também não vejo Neymar como um sujeito mau caráter como é o caso do "Neymar de outrora" (Ronaldinho Gaúcho), mas não há duvidas que ele foi forjado nessa mentira criada de que o futebol brasileiro deve ser irreverente. O Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e Vagner Love foi ridiculamente eliminado na primeira fase da Libertadores e mesmo numa situação que exigia seriedade e comprometimento, os jogadores não pouparam passinhos de funk nas comemorações dos gols. Para quem acredita que essa irreverência seja inerente ao futebol brasileiro e que ir contra isso é quase uma ofensa patriótica, lembrem-se dos times e seleções vitoriosas por aqui e faça uma comparação de quantos desses eram irreverentes e quantos apenas jogavam bola. O mais patético é que essas comemorações de hoje em dia não são aleatórias e espontâneas, elas seguem tendências e promovem músicos ou até programas esportivos.  
Há quem defenda esse tipo de comemoração traçando um paralelo com o futebol americano e esse é o argumento que mais abomino e cago em cima. É incomparável a paixão que cerca o futebol com qualquer outro esporte no mundo, pois o futebol não é esporte, futebol é futebol. Um americano jamais entenderia isso. O torcedor não assiste futebol para se entreter, pois não é uma diversão e sim um ritual que envolve devoção, dor e emoção. Quem se encontra nesse estágio não aceita brincadeirinhas e nem é justo cobrar que aceite, por tanto uma gracinha como essa pode gerar consequências desastrosas.
Um vídeo que retrata muito bem o que é ser um torcedor de futebol é este:



Você imagina uma emoção assim em qualquer outro esporte?
Para não cair na armadilha da incoerência eu nunca gostei desse tipo de comemoração nem no Palmeiras. Achava ridículas as comemorações do Paulo Nunes e sou totalmente contra os gracejos do Valdivia. Eu gostava mesmo era das comemorações do Evair, do velho e tradicional abraço nos companheiros e vibração junto a torcida. O que esperar de uma geração de jogadores que cagam e andam para os torcedores do seu clube, que na hora da comemoração dos gols procuram uma câmera para fazer graça. Preocupam-se mais de aparecer num programinha esportivo infame do que ser aclamado pelos torcedores de seu clube. Parabéns ao Puyol e ao Guardiola por condenarem essa aberração, espero que o técnico leve essa cultura a outros times que ele venha dirigir. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Coincidência?

Desde domingo surgiram uma dezena de especulações sobre o motivo da queda de rendimento do Palmeiras, alias, essas explicações vem sendo buscadas desde o fatídico jogo contra o Corinthians.

Parte grossa da imprensa chutou a contratação Wesley, digo chutou porque o que temos hoje não são jornalistas investigativos e sim especulativos, que tratam fofocas ou opiniões como informação. Outra parte enfatizou a derrota no clássico e os prejuízos psicológicos que isso causou, mas pouca gente comentou sobre um fato ocorrido logo após o jogo contra o Corinthians, que apesar de desmentido vem se mostrando não tão "desmentível".

Lembram que o Lance divulgou uma tal lista de dispensa de atletas? De imediato o treinador repudiou a tal lista, dizendo que não existia nada disso, tanto que o Chico seria escalado como titular no jogo seguinte. Bom, coincidência ou não o elenco do Palmeiras passou a não mostrar a mesma disposição nos jogos que se seguiram, pode ser que apenas por uma deficiência técnica, mas até mesmo em outros clássicos o Palmeiras tinha demonstrado mais "entusiasmo". Os jogadores não cansam de falar que o grupo é unido e não é de se duvidar disso e uma lista antecipada de dispensa poderia causar mal estar do grupo com o treinador. Apesar do desmentido os nomes que continham nessa lista estão mesmo saindo: Tinga, Chico, Gerley, Ricardo Bueno, Fernandão... O que mostra que tal lista não surgiu do nada.

Lógico que é apenas uma hipótese, pode ser que não tenha nada haver, de qualquer modo alguém de dentro do Palmeiras vazou essa lista para imprensa – para variar – com intuito de tumultuar mais ainda as coisas. Todos esses que estão saindo tem que sair mesmo, mas até então faziam parte do elenco do Palmeiras, treinavam junto e muitas vezes entraram no time. Precipitar uma informação desse jeito é no mínimo amador. Esta na hora de se identificar quem é o alcaguete para ele entrar na lista de dispensas. Nessas horas que entendemos um pouco do porquê de tantos fracassos.

    

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A dor que já estamos acostumados.

Nós palmeirenses não gostamos de ouvir algumas coisas, por exemplo, temos dificuldade de nos encarar hoje como a quarta força de São Paulo, que na década atual nosso retrospecto de vitórias é de time médio e que hoje o Palmeiras não pode ser considerado favorito em campeonato nenhum que disputa. Vivemos sob o estigma do perdedor, por exemplo, ontem eu não tive coragem de falar nada após o jogo do Corinthians, pois no fundo eu sabia que algo semelhante ou pior poderia acontecer com o Palmeiras. Não é pessimismo barato, mas há anos os vexames, as pipocadas tem sido recorrentes, como um drama obrigatório. A grande diferença entre nós palmeirenses e um torcedor da Lusa rebaixada, por exemplo, é que nós somos herdeiros de uma história colossal, de um time que livre dessa decadência institucional que nos assola desde a década de 80, seria de longe o time com mais conquistas em todo tipo de campeonato. Especificamente o jogo e a eliminação de ontem foi apenas mais um dos dramas dessa desgraça em loop que se tornou o Palmeiras. Podemos e devemos reclamar dos frangos do Deola, da mediocridade do Daniel Carvalho na armação, da facilidade com que o time do Guarani driblava e entrava na nossa zaga e da incompetência e soberba do Felipão, que desde que chegou não conseguiu ao menos dar um padrão tático ao time, mesmo tendo uma "carta branca" da diretoria e da torcida jamais dada a nenhum outro técnico antes dele. Mas sinceramente, não consigo diferenciar essa eliminação daquela contra o Santo André na Copa do Brasil, contra o Goiás na Sulamericana, contra o Vasco na Mercosul, contra o Asa de Arapiraca na Copa do Brasil, contra o Paulista de Jundiaí no Paulista, e assim vai. Todas essas, independente de terem sido nos pênaltis ou no jogo normal, foram doloridas e tiveram seus vilões.
Eu, como muitos outros palmeirenses, defendo também a saída de Felipão, não só por mais um fracasso como o de ontem, mas por crer também que a maior fatia da culpa não é dele, e sim de algo crônico no Palmeiras, que entra técnico, sai técnico, entra jogador, sai jogador e continua igual, por isso acho um desperdício gastar tanto com um cara que conseguiu os mesmos resultados de outros bem menos consagrados. Vou mais além, para preservar nossos "ídolos" eu defendo que jamais se contrate alguém que teve uma passagem vitoriosa pelo time, pois muito provavelmente a nova passagem desgastará a anterior. Mas quem contratar? Não sei! Qualquer um, pois é muito provável que terá o mesmo destino de Luxemburgo, Muricy, Felipão ou até do Mourinho se esse aceitasse essa pica em sua carreira.
Seja honesto comigo amigo palmeirense, honesto comigo e consigo mesmo, gente como a que comanda o Palmeiras, como a que vive aparecendo na mídia para conturbar o ambiente em troca de benefício próprio, merece o sucesso? Como associar um time campeão a uma figura da postura do nosso presidente? Um sujeito que jamais deveria ser lembrado como presidente do Palmeiras, responsável pelo apequenamento do clube. É justo que pessoas capazes de torcer contra o time quando estão na oposição sejam lembradas como vitoriosos? Que frutos merece uma diretoria que nem mesmo culhão de se manifestar contra as injustiças que o time sofre? Está na cara que esse ano será mais um ano medíocre e começo duvidar até mesmo que um título mudaria o rumo do barco, porque a doença está aí exposta para todos nós palmeirenses enxergar e não há cura a não ser extirpar, e mesmo assim, não se sabe a dimensão da infecção, talvez essa esteja até generalizada. Quando torço pelo Palmeiras, torço por algo que já está no meu imaginário, pois me causa repulsa as figuras que orbitam em torno do clube. Enoja-me ouvir declarações e entrevistas de gente como Tirone, Frizzo, Tirone, Gilto, Piraci, Pescarmona e Palaia. São imbecis, verdadeiros palhaços que expõe milhões de torcedores a momentos vexatórios. Tenho ódio dessas pessoas, ódio franco, pois sei que esse é o tipo de gente que munem escrotos como Fredy Jr. e Perrone.
A dor de uma eliminação como essa é grande, mas infelizmente nós palmeirenses temos nos acostumados com isso, o que mais incomoda é no fundo saber que não merecíamos melhor sorte e que não fazemos ideia de quando mereceremos. Tenho muitas dúvidas se ainda temos o tamanho que achamos ter, pois não somos mais a nossa história e sim um clube administrado por uma corja de filhos da puta, incompetentes e covardes.